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16/12/2007

Espertos ou "traidores": os jazzistas que debandaram para o universo pop

Vinicius Mesquita
Editor-assistente da Home Page do UOL
Reprodução

O músico George Benson, que faz parte deste UOL That Jazz

No início, um jazzista; depois, um 'popista'. Para muitos músicos e compositores oriundos do rigoroso mercado do jazz, alcançar o estrelato proporcionado pelo showbizz é um sonho. Alguns, mais ousados e menos comprometidos, assumem logo que a fama está em primeiro plano. Outros, jamais poderiam imaginar que o sucesso um dia despencaria em seus braços. Todos eles, lógico, jamais se arrependeram do que fizeram.
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Músicas que fazem parte dessa edição

  1. "One Finger Snap" - Herbie Hancock (Herbie Hancock)
  2. "Stitched Up" - Herbie Hancock (J. Mayer-H. Hancock)
  3. "Stomp and Buck Dance" - Crusaders (Wayne Henderson)
  4. "Somehow Our Love Survives" - Joe Sample (J. Sample-M. Franks)
  5. "Milestones" - Miles Davis (Miles Davis)
  6. "Time After Time" - Miles Davis (C. Lauper-R. Hyman)
  7. "Hub Cap" - Freddie Hubbard (Freddie Hubbard)
  8. "Fragile" - Freddie Hubbard (Sting)
  9. "Stockholm Sweetnin'" - Quincy Jones (Quincy Jones)
  10. "Quintessence" - Quincy Jones (Quincy Jones)
  11. "I'm Gonna Miss You In The Morning" - Quincy Jones (Q. Jones-R. MacDonald)
  12. "Somebody Loves Me" - Nat King Cole (Gershwin-DeSylva-McDonald)
  13. "Too Young" - Nat King Cole (S. Lippman-S. Dee)
  14. "The Windmills of Your Mind" - George Benson (M. Legrand/)
  15. "In Your Eyes" - George Benson (M. Masser-D. Hill)
No programa desta semana, contrastaremos a fase jazz com o momento pop de alguns nomes significativos da música. Herbie Hancock, por exemplo, pianista talentoso e compositor criativo dos anos 60 e 70, virou padrinho de estrelas da mídia deste século, gravando álbuns cheio de canções de fácil assimilação. Aqui, mostramos "One Finger Snap", de 64, e "Stitched Up", de 2005, acompanhada pela voz de John Mayer.

Na seqüência, o tecladista Joe Sample, cérebro do soul jazz da banda Crusaders, desistiu dos grooves durante a década de 1980 para afogar a carreira solo na suavidade do smooth jazz, opção rentável 'descoberta' pelo saxofonista Kenny G. O programa mostra o clássico "Stomp and Buck Dance", composta pelo trombonista dos Crusaders, Wayne Henderson, e a melosa "Somehow Our Love Survives".

Miles Davis foi um mestre em fantasiar a música pop com conceitos do jazz. Para todos os efeitos, segundo avaliação do próprio Miles, sua música tinha simplesmente como objetivo reciclar o próprio jazz. Porém, para alcançar tal proposta, o trompetista cool abocanhou os conceitos da new wave e do rap sem qualquer constrangimento. No programa, trazemos "Milestones", gravada em 1958, pré-Kind of Blue (acompanhado, por exemplo, por saxofonistas como John Coltrane e Cannonball Adderley), auge do cool jazz, e "Time After Time", sucesso de Cindy Lauper registrada pelo trompete de Miles em 1985.

Nem Freddie Hubbard, fiel defensor do hardbop, resistiu à tentação. De peças como 'Hub Cap', de 1961, Hubbard foi parar em uma versão de 'Fragile', de Sting, durante os anos 1980. Quincy Jones, líder de uma das melhores orquestras entre as décadas de 1950 e 1960, ficou obcecado por famosos durante os anos 1980, quando resolveu produzir Michael Jackson, James Ingram, Luther Vandross, entra tantos outros.

Outros dois nomes foram notáveis nesta empreitada: o pianista Nat King Cole e o guitarrista George Benson, ambos cantores talentosos. Do primeiro, ouviremos "Somebody Loves Me" e a romântica "Too Young". George Benson encanta a guitarra em "The Windmills of Your Mind" e arrasa corações com "In Your Eyes".

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