Não foi diferente com o Japão. O jazz começou a correr pelo mundo a partir da década de 1920, invadindo a Europa, a América Central, o Brasil e fez escala na Ásia, conquistando os japoneses. Durante a Segunda Guerra Mundial, porém, quando o Japão e Estados Unidos lutavam em lados diferentes, o jazz foi proibido de ser executado na ilha oriental. Depois da guerra, os saudosos puderam recuperar o atraso. Muitos japoneses, por exemplo, foram estudar em escolas musicais norte-americanas, absorvendo definitivamente o gênero musical.
- Hiromi Uehara - "Softly as in a Morning Sunrise" (Hammerstein/Romberg)
- Hiromi Uehara - "Caravan" (Ellington/Tizol)
- Makoto Ozone - "Crystal Love" (Makoto Ozone)
- Makoto Ozone - "C Jam Blues" (Ray Briant)
- Kiyomi Otaka - "Number 26" (Kiyomi Otaka)
- Kiyomi Otaka - "Still Moment" (Kiyomi Otaka)
- Ryo Kawasaki - "Trinkets and Things" (Kawasaki/Shottom)
- Hiroshi Fukamura - "Hut Up Wind" (Hiroshi Fukamura)
- Toshinori Kondo - "Ha-Doh" (Toshinori Kondo)
- Ryoko Moriyama - "Ame Agari no Samba" (Ryoko Moriyama)
- Sadao Watanabe - "Seventh High" (Sadao Watanabe)
- Sadao Watanabe - "Ngoma Party" (Sadao Watanabe)
- Sadao Watanabe - "Samba do Marcos" (Sadao Watanabe)

Neste programa, colocaremos apenas uma amostra do que os japoneses já fizeram pelo jazz. Fiéis e dedicados ao estilo, os instrumentistas japoneses são perfeccionistas na execução de cada composição e pouco abertos a fusões com a própria música de seu país.
Os mais veteranos, como o saxofonista Sadao Watanabe, o trombonista Hiroshi Fukuama e até o guitarrista Ryo Kawasaki, ícones do jazz fusion japonês, foram badalados como instrumentistas virtuosos e tecnicamente eficientes para acompanhar qualquer orquestra ou pequeno grupo norte-americano. As composições próprias, por outro lado, são acanhadas, ingênuas e despreocupadas, mas geralmente agradáveis.
Os mais jovens, desde o pianista Makoto Ozone (nem tão jovem...48 anos), até as revelações Hiromi Uehara (pianista) e Kiyomi Otaka (tecladista) adotam a postura "retrô-moderna' que, por mais incongruente que seja, dá uma estranha impressão de ousadia. Ozone, Uehara e Otaka misturam os tempos do swing, do bebop e do cool com os ritmos do rock e da tecno.
O veterano trompetista Toshinori Kondo é celebridade e hoje se dedica aos experimentos com o Nu-jazz. Aqui, trouxemos uma de suas músicas acompanhada pelo DJ Krush.