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11/07/2008

O 'hippie' Charles Lloyd soube viajar do blues ao post-bop

VINICIUS MESQUITA
Editor-assistente da Home Page do UOL
Divulgação / site oficial

Harland, Moran, Ruben e Lloyd, o atual Charles Lloyd Quartet

Charles Lloyd, sem fazer concessões baratas, foi capaz de agradar a todos. Por ter nascido em Memphis, no Tennessee, cresceu intoxicado pelo blues, e, logo no início da carreira, tocou ao lado de B. B. King e Howlin' Wolf. Porém, quando completou 18 anos, em 1956, mudou-se para Los Angeles e mergulhou no 'west side jazz' aproximando-se de músicos 'free' como Ornette Coleman, Eric Dolphy e Charlie Haden.

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Músicas que fazem parte dessa edição

  1. Charles Lloyd - "Prometheus" (Charles Lloyd)
  2. Charles Lloyd - "La Colline de Monk" (Charles Lloyd)
  3. Charles Lloyd - "Forrest Flower, Sunrise and Sunset" (Charles Lloyd)
  4. Charles Lloyd - "Booker's Garden" (Charles Lloyd)
  5. Charles Lloyd - "Rabo de Nube" (Silvio Rodríguez)
  6. Charles Lloyd - "Sorcery" (Keith Jarrett)
  7. Charles Lloyd - "Sombrero Sam" (Charles Lloyd)
  8. Charles Lloyd - "Sweet Georgia Bright" (Charles Lloyd)
Nos anos 1960, aprendeu as fusões do jazz com a música erudita ao lado do baterista Chico Hamilton e desenvolveu seu conhecimento sobre blues fundindo com o soul jazz e o funk de Cannonball Adderley, Herbbie Hancock e Ron Carter.

Impregnado por diversas influências, Lloyd inventou seu próprio grupo, na segunda metade da década de 1960, com os jovens promissores Keith Jarrett no piano, Cecil McBee no baixo e Jack DeJohnette na bateria. A diversidade da música composta pelo grupo era tanta que, em 1966, o álbum 'Forrest Flower' vendeu mais de um milhão de cópias, um número considerável para um quarteto rotulado pelo jazz. A eclética banda tinha tanta abertura para tocar em conceituados concertos de jazz como em clássicos festivais de rock.

Nos anos 1970, Lloyd embarcou na alucinógena geração comandada por grupos de rock como The Beach Boys, Grateful Dead e The Doors e abandonou o jazz. Lloyd dedicou-se à meditação e somente no início da década de 1980, inspirado pelo pianista francês Michel Petrucciani, recuperou o prazer de gravar discos novamente.

Neste programa, em homenagem aos 70 anos de vida de Charles Lloyd, um dos mais criativos e sensíveis saxofonistas da geração pós-Coltrane, apresentamos algumas das músicas de seu mais recente álbum, lançado este ano, 'Rabo de Nube', gravado ao vivo com Jason Moran ao piano, Eric Harland no bateria e Ruben Rogers no baixo.

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