
Bud Powell é elogiadopelas estrelas do jazz |
Bud Powell foi pouco reconhecido durante seus 41 anos de vida, mas foi elevado à pianista mais influente do bebop após sua morte, tornando-se referência para qualquer um que se atrevesse a estudar piano a partir da década de 1960. Bill Evans, a quem todos consideram um dos mais notáveis pianistas, dizia que Bud era o artista mais brilhante do jazz. Thelonious Monk assim também pensava, e Charlie Parker, Dizzy Gillespie, enfim, todos.
Apesar de tantos elogios, a vida de Powell foi um desastre. Em 1945, quando excursionava com a banda do trompetista Cootie Williams em Filadélfia, envolveu-se em um briga de bar e apanhou de policiais, levando vários golpes na cabeça. Bud ficou meses internado em um hospital e nunca mais se recuperou completamente. Sofria dores de cabeça terríveis e alucinações e constantemente era internado em hospitais psiquiátricos.

Bud passou boa parte da infância estudando música erudita. Era tão fã de Bach quanto de Art Tatum ou de pianistas do stride, como Fats Waller. Monk foi um de seus principais professores de palco, durante os primeiros anos do Minton's Playhouse, o clube de Nova York que primeiro projetou o bebop nos anos 40. Virtuoso e brilhante, Bud dominava a teoria musical o suficiente para criar novos caminhos e para explorar a harmonia desajustada e sofisticada do jazz de sua época.
No primeiro período, a agilidade o ajudava. Depois de tantas internações e terapias à base de eletrochoques, o virtuosismo foi comprometido, mas não a sensibilidade. Suas composições progrediram em intensidade e sofisticação.