Quando Chet Baker resolveu assumir definitivamente o duplo trabalho como trompetista e cantor, em 1954, boa parte da imprensa especializada norte-americana torceu o nariz. Baker, dono de uma sensibilidade invejável até mesmo pelos instrumentistas mais virtuosos, era aclamado como um dos trompetistas de jazz promissores de sua época, recebendo elogios de ex-companheiros de trabalho como os saxofonistas Stan Getz, Charlie Parker e Gerry Mulligan. Dessa forma, 'ceder espaço' de sua carreira como trompetista para a 'popular' tarefa como cantor não parecia ser a opção mais segura, segundo os críticos.
- Chet Baker - "My Funny Valentine" (Rodgers/Hart)
- Chet Baker - "Time After Time" (Cahn/Styne)
- Chet Baker - "Someone To Watch Over Me" (Ira e George Gershwin)
- Chet Baker - "That Old Feeling" (Brown/Fain)
- Chet Baker - "It's Always You" (Burke/Van Heusen)
- Chet Baker - "Like Someone In Love" (Burke/Van Heusen)
- Chet Baker - "I've Never Been In Love Before" (Frank Loesser)
- Chet Baker - "Line for Lyons" (Mulligan/Loughbrough)
- Chet Baker - "I'm Old Fashioned" (Kern/Mercer)
- Chet Baker - "It Could Happen To You" (Burke/Van Heusen)
- Chet Baker - "My Heart Stood Still" (Rodgers/Hart)
- Chet Baker - "Deep In a Dream" (Van Heusen/De Lange)
- Chet Baker - "When I Fall In Love" (Young/Heyman)
- Chet Baker - "Angel Eyes" (Brent/Dennis)
- Chet Baker - "She Was Too Good to Me" (Rodgers/Hart)
- Chet Baker - "My Foolish Heart" (Young/Washington)
- Chet Baker - "Imagination" (Burke/Van Heusen)
- Chet Baker - "Every Time We Say Goodbye" (Cole Porter)

Mas o álbum 'Chet Baker Sings', de 54, foi um sucesso de vendas e bem valorizado pela mídia menos purista. Um romântico Chet, dono de uma voz frágil, delicada, quase sussurrante, provou ser afinadíssimo, preciso e criativo também como cantor. Depois de 54, seja durante gravações de álbuns nos Estados Unidos ou pela Europa, Chet passou a reservar espaço para produções vocalizadas.
Neste programa, vamos mostrar os melhores momentos de Chet como cantor, durante os anos 50, acompanhados por pianistas como Russ Freeman e Kenny Drew e a boa fase na Itália, em Milão, seguido por orquestra e arranjos de cordas.
Nos anos 60, Chet passou mais tempo lutando contra os problemas na justiça, as detenções e o vício pela heroína. Somente a partir da década de 70, quando o instrumentista tentou recuperar a carreira, bons álbuns foram novamente gravados, apesar da saúde em farrapos.