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06/09/2008

A voz frágil e afinada do romântico trompetista Chet Baker

VINICIUS MESQUITA
Editor-assistente da Home Page do UOL
Divulgação

O romântico cantor e
trompetista Chet Baker

Quando Chet Baker resolveu assumir definitivamente o duplo trabalho como trompetista e cantor, em 1954, boa parte da imprensa especializada norte-americana torceu o nariz. Baker, dono de uma sensibilidade invejável até mesmo pelos instrumentistas mais virtuosos, era aclamado como um dos trompetistas de jazz promissores de sua época, recebendo elogios de ex-companheiros de trabalho como os saxofonistas Stan Getz, Charlie Parker e Gerry Mulligan. Dessa forma, 'ceder espaço' de sua carreira como trompetista para a 'popular' tarefa como cantor não parecia ser a opção mais segura, segundo os críticos.

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Músicas que fazem parte dessa edição

  1. Chet Baker - "My Funny Valentine" (Rodgers/Hart)
  2. Chet Baker - "Time After Time" (Cahn/Styne)
  3. Chet Baker - "Someone To Watch Over Me" (Ira e George Gershwin)
  4. Chet Baker - "That Old Feeling" (Brown/Fain)
  5. Chet Baker - "It's Always You" (Burke/Van Heusen)
  6. Chet Baker - "Like Someone In Love" (Burke/Van Heusen)
  7. Chet Baker - "I've Never Been In Love Before" (Frank Loesser)
  8. Chet Baker - "Line for Lyons" (Mulligan/Loughbrough)
  9. Chet Baker - "I'm Old Fashioned" (Kern/Mercer)
  10. Chet Baker - "It Could Happen To You" (Burke/Van Heusen)
  11. Chet Baker - "My Heart Stood Still" (Rodgers/Hart)
  12. Chet Baker - "Deep In a Dream" (Van Heusen/De Lange)
  13. Chet Baker - "When I Fall In Love" (Young/Heyman)
  14. Chet Baker - "Angel Eyes" (Brent/Dennis)
  15. Chet Baker - "She Was Too Good to Me" (Rodgers/Hart)
  16. Chet Baker - "My Foolish Heart" (Young/Washington)
  17. Chet Baker - "Imagination" (Burke/Van Heusen)
  18. Chet Baker - "Every Time We Say Goodbye" (Cole Porter)
Mas o álbum 'Chet Baker Sings', de 54, foi um sucesso de vendas e bem valorizado pela mídia menos purista. Um romântico Chet, dono de uma voz frágil, delicada, quase sussurrante, provou ser afinadíssimo, preciso e criativo também como cantor. Depois de 54, seja durante gravações de álbuns nos Estados Unidos ou pela Europa, Chet passou a reservar espaço para produções vocalizadas.

Neste programa, vamos mostrar os melhores momentos de Chet como cantor, durante os anos 50, acompanhados por pianistas como Russ Freeman e Kenny Drew e a boa fase na Itália, em Milão, seguido por orquestra e arranjos de cordas.

Nos anos 60, Chet passou mais tempo lutando contra os problemas na justiça, as detenções e o vício pela heroína. Somente a partir da década de 70, quando o instrumentista tentou recuperar a carreira, bons álbuns foram novamente gravados, apesar da saúde em farrapos.

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