
Jimmy Smith, uma referência entre organista do jazz |
A inclusão do órgão no jazz está bem distante de ser uma unanimidade. O instrumento, para boa parte da mídia especializada, saltou da música barroca para o rock dos anos 60 e 70. Pelo jazz, o órgão nunca foi muito bem recebido. Até mesmo Jimmy Smith, referência entre organista do jazz, flertou com o funk sem cerimônia.

Nos dias de hoje, parece mais complicado ainda encontrar alguém que se dedique ao órgão com a intenção de utilizá-lo em composições exclusivas para o jazz. Após algumas décadas de experiências, quando instrumentistas mais conceituados como Jimmy McGriff e Larry Young rodeavam entre a soul music, o bebop e o avant-garde, o órgão perdeu a imagem arrojada. Hoje, ninguém mais inclui tal instrumento em quartetos ou quintetos de jazz para simplesmente trazer 'algo novo'. Estabilizado, o órgão ao menos pôde ser levado mais a sério.
Neste programa, vamos mostrar alguns representantes da nova geração, como Tony Monaco, que recupera a sonoridade de Jimmy Smith, e Sam Yahel, que segue a tendência atual ao se dedicar a releituras de clássicos do rock. Este ano, o grupo de Yahel gravou um CD em homenagem ao álbum 'Dark Side Of The Moon', do Pink Floyd.
McGriff mergulha no soul jazz de 'The Worm' e retorna ao bebop orquestrado de 'Heavywight'. Smith também faz o contraponto entre o funk de 'For Every One Under the Sun' e o standard do cancioneiro norte-americano com 'What's New'.