A inclusão do órgão no jazz está bem distante de ser uma unanimidade. O instrumento, para boa parte da mídia especializada, saltou da música barroca para o rock dos anos 60 e 70. Pelo jazz, o órgão nunca foi muito bem recebido. Até mesmo Jimmy Smith, referência entre organista do jazz, flertou com o funk sem cerimônia.
- Tony Monaco - "I'll Remember Jimmy" (Tony Monaco)
- Tony Monaco - "Like Someone In Love" (Burke/Van Heusen)
- Dr. Lonnie Smith - "Think" (Franklin/Franklyn/White)
- Dr. Lonnie Smith - "I Feel The Earth Move" (Carole King)
- Sam Yahel - "Teru" (Wayne Shorter)
- Sam Yahel - "Brain Demage" (Roger Waters)
- Larry Goldings - "The Grinning Song" (Larry Goldings)
- Larry Goldings - "Half Past Late" (Michael Brecker)
- Larry Young - "Monk's Dream" (Thelonious Monk)
- Joey DeFrancesco - "Get It All" (Joey DeFrancesco)
- Jack McDuff - "Loose Foot" (Jack McDuff)
- Gary Versace - "Prism" (Keith Jarrett)
- Jimmy McGriff - "The Worm" (Fats Theus)
- Jimmy McGriff - "Heavyweight" (Jimmy McGriff)
- Jimmy Smith - "For Every One Under the Sun" (Peter Chese)
- Jimmy Smith - "What's New" (Haggart/Burke)
- Dr. Lonnie Smith - "Sweet Honey Wine" (Lonnie Liston Smith)

Nos dias de hoje, parece mais complicado ainda encontrar alguém que se dedique ao órgão com a intenção de utilizá-lo em composições exclusivas para o jazz. Após algumas décadas de experiências, quando instrumentistas mais conceituados como Jimmy McGriff e Larry Young rodeavam entre a soul music, o bebop e o avant-garde, o órgão perdeu a imagem arrojada. Hoje, ninguém mais inclui tal instrumento em quartetos ou quintetos de jazz para simplesmente trazer 'algo novo'. Estabilizado, o órgão ao menos pôde ser levado mais a sério.
Neste programa, vamos mostrar alguns representantes da nova geração, como Tony Monaco, que recupera a sonoridade de Jimmy Smith, e Sam Yahel, que segue a tendência atual ao se dedicar a releituras de clássicos do rock. Este ano, o grupo de Yahel gravou um CD em homenagem ao álbum 'Dark Side Of The Moon', do Pink Floyd.
McGriff mergulha no soul jazz de 'The Worm' e retorna ao bebop orquestrado de 'Heavywight'. Smith também faz o contraponto entre o funk de 'For Every One Under the Sun' e o standard do cancioneiro norte-americano com 'What's New'.