Art Blakey assumiu um trabalho no final dos anos 50 que certamente seria criticado caso tivesse acontecido no final dos anos 90. Quando um dos mais importantes bateristas do jazz resolveu conduzir o grupo Jazz Messengers em 1954 (no início, Blakey e o pianista Horace Silver dividiam o comando), tinha como principal ambição repassar às novas gerações os principais fundamentos do bebop e do suingue, apoiado pelas características mais básicas do jazz e distante da sofisticação e do experimentalismo do avant-garde e do free de músicos como John Coltrane, Don Cherry, Eric Dolphy e Ornette Coleman.
- Art Blakey - "Confirmation" (Charlie Parker)
- Art Blakey - "Nica's Dream" (Horace Silver)
- Art Blakey - "Carol's Interlude" (Hank Mobley)
- Art Blakey - "Moanin'" (Bobby Timmons)
- Art Blakey - "Contemplation" (Wayne Shorter)
- Art Blakey - "Bu's Delight" (Curtis Fuller)
- Art Blakey - "Invitation" (Kaper/Webster)
- Art Blakey - "Circus" (Alter/Russell)
- Art Blakey - "Free For All" (Wayne Shorter)
- Art Blakey - "Brain Stormin'" (Geoff Keezer)

Art Blakey defendeu por mais de 30 anos o melhor do hard bop cativando fãs e promovendo músicos excelentes, como Wayne Shorter, Donald Byrd, Lee Morgan, Bobby Timmons, Freddie Hubbard, Jackie McLean, entre tantos outros.
O trompetista Wynton Marsalis, um dos últimos discípulos de Blakey, tenta seguir os mesmos passos do mestre há mais de 20 anos. Mas Marsalis, apesar da fama e da técnica apurada, sofreu muito mais que Blakey com as críticas de quem espera que o jazz somente caminhe por regiões ainda não exploradas.
O programa dessa semana mostra a melhor fase dos Jazz Messengers, entre 1954 e 1964, quando Art Blakey reinava como símbolo de um jazz sem extremas inovações, mas fiel às regras mais legítimas do gênero.