O UOL That Jazz deste domingo (31) enfoca a produção dos anos 70 do saxofonista Grover Washington Jr, um dos músicos de jazz de maior sucesso comercial no período.
Com estilo enraizado no soul e no rhythm and blues, Washington personificou a transição do soul jazz dos anos 60 para o smooth jazz dos 80, incorporando no caminho elementos de funk e até de disco music. O programa mantém o foco na primeira década da carreira do músico, antes do sucesso do disco "Winelight" (vencedor de dois Grammies), de 1980.
- Grover Washington Jr. - "Knucklehead" (Washington)
- Grover Washington Jr. - "On The Cusp" (Richard Lee Steacker)
- Grover Washington Jr. - "Mister Magic" (Ralph MacDonald/William Salter)
- Grover Washington Jr. - "Georgia On My Mind" (Hoagy Carmichael/Stuart Gorrell)
- Grover Washington Jr. - "Lover Man" (Jimmy Davis/Roger "Ram" Ramirez/Jimmy Sherman)
- Grover Washington Jr. - "Funkfoot" (John E. Blake, Jr.)
- Grover Washington Jr. - "It Feels So Good" (Ralph MacDonald/William Salter)
- Grover Washington Jr. - "Inner City Blues" (Marvin Gaye/James Jr. Nyx)
- Grover Washington Jr. - "Trouble Man (Marvin Gaye)

Nascido em Buffalo, no Estado de Nova York, em 1943, Washington levou a influência do pai, também saxofonista, para grupos de R&B e bandas de soul jazz com órgão, um estilo bastante comum no período. Era versátil nos saxofones tenor, soprano e alto, e também tocava barítono, clarineta, baixo e piano. Em 1967, após servir o Exército, tocou com organistas de prestígio, como Charles Earland e Johnny Hammond Jr.
Sua chance de estrelato aconteceu em 1971, quando Hank Crawford faltou a uma sessão de gravação para o selo Kudu/CTI, o que fez o produtor Creed Taylor escalá-lo como líder. O resultado, o disco "Inner City Blues", foi um sucesso, o que credenciou Washington as ocupar uma posição de destaque no selo, um dos mais influentes da época. A abordagem soul de suas interpretações combinava perfeitamente com os arranjos do pianista Bob James, um dos destaques do selo.
Ainda nos anos 70, Washington também gravou para a Motown. Ao passar para a Elektra, no fim da década, o músico assumiu mais abertamente o pop que sempre esteve presente em seu trabalho, o que levou sua carreira a um patamar de fama bastante incomum entre músicos de jazz.
Em 1999, Grover Washington Junior morreu, vítima de infarto, enquanto gravava participação em um programa de TV.