
O desconhecido Arthur Adams |
O UOL That Jazz desta semana aproveita o mote de outra edição (“Cantar jazz, para os homens, nunca foi tarefa fácil”) para oferecer uma versão mais radical: se os vocalistas de jazz dificilmente obtiveram o mesmo sucesso que suas colegas, neste programa foram selecionados alguns artistas de talento que não são famosos nem quando comparados com seus pares.

O programa abre com o cantor de blues Arthur Adams, um guitarrista, cantor e compositor bastante original. Seu primeiro disco, “It´s Private Tonight”, foi lançado em 1972. Em 1979, iniciou um hiato de lançamentos de 20 anos. Hoje, Adams é líder da banda do B.B. King’s Blues Club, em Los Angeles.
Outros artistas
Jeffery Smith já tocou violoncelo, cantou em coral e foi ator. Em 1991, mudou-se para Paris, onde cantou na orquestra de Claude Bolling. Em 1998, voltou para Nova York. Já lançou discos solo, cantou com Wynton Marsalis e com Dee Dee Bridgewater.
Eddie Jefferson, considerado o pai do vocalise, que, no jazz, significa inventar palavras para melodias já estabelecidas como instrumentais. Embora tenha estabelecido uma reputação entre jazzistas, jamais chegou a ser um sucesso de público. Foi morto a tiros em 1979, em Detroit.
Grady Tate tentou se estabelecer como cantor, mas é seu trabalho como baterista que o mantém em alta no jazz. Já lançou diversos discos como vocalista e tocou com músicos como Freddie Hubbard, Wes Montgomery, Jimmy Smith, Ella Fitzgerald e muitos outros.
O Brasil também produziu um grande cantor de jazz desconhecido: Johnny Alf. Criador de clássicos associados à bossa nova, como “Eu e a Brisa”, Alf nunca viu junto ao público nada semelhante à admiração que desperta junto a músicos e críticos.