Nesta edição do programa, o DJ e apresentador Tony Hits homenageia o saxofonista Meirelles.
- "O Novo Som" - Meirelles (Meirelles)
- "Quintessência" - Meirelles (Meirelles)
- "Nordeste" - Meirelles (Meirelles)
- "Contemplação" - Meirelles (Meirelles)
- "Beco do Gusmão" - Meirelles (Meirelles)
- "Samba Jazz" - Meirelles (Meirelles)
- "Esquema Novo" - Meirelles (Meirelles)
- "Neurótico" - Meirelles (Meirelles)

Um dos criadores do samba-jazz, estilo que desenvolveu no grupo Meirelles e Copa 5, que formou em 1963, o saxofonista, flautista, arranjador e compositor J.T. (João Theodoro) Meirelles teve papel fundamental para a música instrumental brasileira nos anos 60. Ele fez dois discos com o Copa 5, O som (1964) e O novo som (1965), e participou das principais gravações do período - é dele, por exemplo, o revolucionário arranjo de "Mas que nada", na gravação que, em 1963, consagrou o cantor, compositor e violonista Jorge Ben (hoje BenJor).
Apesar dessa atuação, a partir dos anos 70, Meirelles ficou relegado aos bastidores, viveu cerca de cinco anos na Europa e, em meados dos anos 80, chegou a abandonar a música. Ele só voltaria no fim da década de 90, incentivado pelo interesse dos DJs europeus, que botaram suas clássicas gravações nas pistas, e por jovens músicos brasileiros, como Ed Motta, que, em 1999, dividiu com o saxofonista e arranjador a suingada versão de "Bananeira" no "Songbook João Donato". Como que fechando um ciclo e abrindo outro, a estréia profissional de Meirelles, aos 17 anos, tinha se dado exatamente no grupo de Donato, em 1957.
Meirelles morreu começo desse mês, no dia 3, no Rio de Janeiro. Considerado um dos criadores do samba-jazz, o músico faleceu em seu apartamento na capital carioca, aos 67 anos, em decorrência de problemas no estômago.
O programa "O Som Psicodélico de Tony Hits" vai ao ar todas às quintas-feiras a partir das 21h, e pode ser ouvido a qualquer momento através do nosso site.