De volta ao programa depois de alguns dias longe das operações, a equipe preparou uma seleção especial de bizarrices e hypes neste episódio.
- "I Was Born In The 90's" - Mickey Gang (Arthur Marques/Ricardo Vieira/João Paulo Dalla/Bruno Moreira)
- "Bloco Primeiro de Abril" - Nelio e Carlos Guerson (Nelio/Carlos Guerson)
- "Tique" - Pocilga Deluxe (André Balaio)
- "Era um guri de Cuiabá que amava Henrique e Claudinho" - Lopes (domínio público)
- "Será que a gente consegue fazer um 77" - Dance of Days (Dance of Days)

O programa começa com o novo hit juvenil da Internet brasileira. É "I Was Born in The 90's", do Mickey Gang, aloprados jovens do interior do Espírito Santo que tentam ir pela trilha do retorno turbinado e festeiro do tecnopop. É tudo muito divertido e dançante. Por conta disso, colocamos a canção para abrir nossa fanfarra, que segue com um novo ícone para a equipe.
Não sabemos se Nelio Guerson é de verdade ou de mentira, mas sua poética roots e acordes barrocos nos encantaram. Lembra o badalado Momo, mas como se refeito lá pelos idos de 1979, época boa do Clube da Esquina, que parece influenciar muito esse mineiro de Governador Valladares. Na página do artista na TramaVirtual, há dezenas e dezenas de canções, e pinçamos "Bloco 1° de Abril" do baú dessa verdadeira entidade para colocar aqui.
O episódio continua com a revelação Pocilga DeLuxe. Em breve, matéria na TramaVirtual sobre a banda pernambucana de instinto indie noventista e ótimas letras. "Tique" foi o tema selecionado, armando terreno para outro fruto de inspirações dos anos 90. Este, mais para os lados do metal. Descobrimos essa outra entidade, Lopes, lá em Cuiabá, na cobertura ao festival Calango. "Era Um Garoto Que Como Eu Amava Henrique e Claudinho" serve, ao mesmo tempo, como homenagem saudosa à cena local e paródia impagável ao clássico de 1991 do Engenheiros do Hawaii (que na verdade já era versão de uma versão dos Incríveis para uma canção italiana, bem...).
Este episódio tem desenlace com a música "Será Que a Gente Consegue Fazer um 77?", que o Dance of Days, banda de hardcore que possui um batalhão de fãs que freqüenta o site da TramaVirtual, gravou no quadro "12 Horas" do nosso programa no canal Multishow. A questão é: mesmo sem fazer uma música com "cara" de Dance of Days - esta se diferencia por estilo e clima completamente despojados da gênese do punk -, a banda não deixa de despertar um quase surreal fanatismo em seus seguidores. O quão espantosa é essa reação?
Este programa também está na versão podcast:
http://rss.musica.uol.com.br/tramavirtualpodcast.xml